Em Quito, “Discípulos missionários, guardiões da Criação”

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Quito (RV) – Contaminação, crises decorrentes das mudanças climáticas, desastres ambientais, biodiversidade, baixa qualidade de vida e pobreza; consumismo desenfreado e carência alimentar: são apenas alguns dos temas em debate em Quito, no Equador, no encontro “Ecologia integral: discípulos, missionários guardiões da criação”.

Estão participando do encontro 120 pessoas de todo o continente latino-americano, ocupadas na reflexão sobre a Encíclica do Papa Francisco “Laudato si’” de 2015. Segundo Mauricio Lopez, secretário executivo da Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam), que promove o evento com o Celam, a Caritas Equador, a Clar e a associação Igrejas e Mineração, “é urgente reencontrarmo-nos com a espiritualidade de nossos povos originários”, pois as culturas indígenas que conseguiram sobreviver podem hoje nos iluminar”.

A profunda espiritualidade indígena em sua relação harmônica com toda a Criação nos recorda que já o teólogo Tehilard de Chardin nos dizia em 1955: “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual; somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”.

A questão minerária é um dos eixos centrais deste debate: “É preciso aliar-se contra as agressões da exploração minerária desenfreada”, disse Mauricio, acrescentando que os bispos locais estão preparando uma Exortação pastoral sobre o tema.

Sobre a importância da “Laudato si’”, o arcebispo de Huaancayo-Perù e vice-presidente da Repam, Dom Pedro Barreto, a definiu como “um chamado urgente para cristãos e não cristãos, para todas as pessoas que habitam este planeta; um apelo urgente para a conversão ecológica que envolve todos os aspectos da vida dos seres humanos, para viver em harmonia com os outros seres do planeta”.

O encontro prossegue nos próximos dias com o seminário “Uma Igreja de rosto amazônico”.

Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente (Mt 4,19). 

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SANTO ANDRÉ APÓSTOLO 

Oração do dia

Nós vos suplicamos, ó Deus onipotente, que o apóstolo santo André, pregador do Evangelho e pastor da vossa Igreja, não cesse no céu de interceder por nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Romanos 10,9-18)

A fé vem da pregação
e a pregação se faz pela palavra de Cristo.
Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação.
A Escritura diz: “Todo o que nele crer não será confundido”.
Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam,
porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados, como está escrito: “Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas?”
Mas não são todos que prestaram ouvido à boa nova. É o que exclama Isaías: “Senhor, quem acreditou na nossa pregação”?
Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo.
Pergunto, agora: “Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras”.
Palavra do Senhor.

Salmo – 18

Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

Os céus proclamam a glória do Senhor,
e o firmamento, a obra de suas mãos;
o dia ao dia transmite essa mensagem,
a noite à noite publica essa notícia.

Não são discursos nem frases ou palavras,
nem são vozes que possa ser ouvidas;
seu som ressoa e se espalha em toda a terra,
chega aos confins do universo a sua voz.

Evangelho (Mateus 4,18-22)

Imediatamente deixaram as redes e o seguiram.

Jesus, caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.
E disse-lhes: “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens”.
Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram.
Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os,
e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram.
Palavra da Salvação.

COMPANHEIROS NA MISSÃO

O chamado de Jesus deu uma guinada vida de um grupo de pescadores do Mar da Galiléia. O Mestre os queria como companheiros na missão, para fazer deles pescadores de homens. O seguimento exigia várias rupturas. A mais imediata consistiu em “deixar as redes e o barco”, seus instrumentos de trabalho, para assumir um tipo novo de atividade. A segunda diz respeito ao mundo familiar: os filhos “deixam o seu pai”. Como conseqüência, devem deixar sua terra e suas tradições para se colocar a serviço de um projeto de alcance universal.

            A metáfora da pescaria sublinha aspectos importantes do exercício da missão. Enquanto pescadores de homens, deverão ser pacientes e perseverantes, quando os resultado do trabalho não corresponder ao esforço empregado. Deverão enfrentar, sem medo, as tempestades e as adversidades, quando no horizonte da missão despontar perseguição e morte. Deverão estar sempre dispostos para o trabalho, alimentados por uma forte dose de otimismo e de alegria. Sobretudo, deverão ser movidos pela esperança de, apesar das adversidades, ver seu trabalho reconhecido pelo Pai.

            A decisão de deixar tudo associava, definitivamente, os discípulos ao Mestre Jesus. Como o Mestre, estariam a serviço da implantação do Reino de Deus na história, esperando contemplar a vitória do bem, da verdade, da justiça, do perdão, da igualdade e do respeito por todos, sem distinção. Este foi o projeto de vida levado a cabo por Jesus, embora sua caminhada se concluísse com a morte de cruz. Por esse caminho, seguem também seus companheiros.

Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica

Oração

Pai, dá-me forças para ser verdadeiro companheiro na missão de seu Filho Jesus, mesmo devendo sofrer perseguições e contrariedades.