Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece, esse dá muito fruto (Jo 15,4s).

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XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Oração do dia

Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Provérbios 31,10-13.19-20.30-31) Com habilidade trabalham as suas mãos.

Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor.
Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma.
Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida.
Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre.
Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso.
Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente.
A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar.
Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade.
Palavra do Senhor.

 

Feliz és tu se temes o Senhor
E trilhas seus caminhos!
Do trabalho de tuas mãos hás de viver,
Serás feliz, tudo irá bem!

A tua esposa é uma videira bem fecunda
No coração da tua casa;
Os teus filhos são rebentos de oliveira
Ao redor de tua mesa.

Será assim abençoado todo homem
Que teme o Senhor.
O Senhor te abençoe de Sião,
Cada dia de tua vida.

Leitura (1 Tessalonicenses 5,1-6) Que esse dia não vos surpreenda como um ladrão.

A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos.
Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite.
Quando os homens disserem: “Paz e segurança!”, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão.
Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão.
Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.
Não durmamos, pois, como os demais. Mas vigiemos e sejamos sóbrios.
Palavra do Senhor.

Evangelho (Mateus 25,14-30 ou 14-15.19-21)

Como foste fiel na administração de tão
pouco, vem participar de minha alegria.

Jesus contou esta parábola: “será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens.
A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu.
Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco.
Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois.
Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor.
Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas.
O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: ‘Senhor’, disse-lhe, ‘confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’
Disse-lhe seu senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor’.
O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei’.
Disse-lhe seu senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor’.
Veio, por fim, o que recebeu só um talento: ‘Senhor’, disse-lhe, ‘sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste.
Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence’.
Respondeu-lhe seu senhor: ‘Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei.
Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu.
Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez.
Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter.
E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes”.
Palavra da Salvação.

O DISCÍPULO RESPONSÁVEL

A vida cristã exige do discípulo responsabilidade quanto aos dons recebidos de Deus. No fim da vida, ninguém escapará de prestar contas a ele que é a fonte de toda dádiva. A vida eterna dependerá do bom uso destes dons, frutos do amor misericordioso do Pai.

Os talentos não podem ficar ociosos, correndo o risco de se perderem. O discípulo responsável saberá como fazê-los frutificar o máximo possível. Já o irresponsável e pusilânime fica bloqueado pelo medo. Resultado: por ocasião do encontro com Deus, apresentar-se-á de mãos vazias.

Em termos do Reino, só existe uma maneira de fazer multiplicar os dons: colocá-los, generosa e gratuitamente, a serviço do próximo. Quanto mais o discípulo, movido pelo espírito de serviço, empregar seus talentos para ajudar o próximo em necessidade, tanto mais estará atraindo sobre si as bênçãos divinas. O desprendimento de si mesmo, em benefício do outro, é sinal de que o amor do Pai está fecundando o seu coração, de modo a fazê-lo ter sempre mais amor para dar.

A atitude medrosa de quem conserva para si os talentos recebidos, quiçá desfrutando deles apenas para proveito próprio, revelar-se-á desastrosa, quando do encontro definitivo com o Pai. Fechado para o amor, o medroso põe a perder as chances que lhe são oferecidas para multiplicar seus talentos. Dai merecer uma terrível censura por parte de Deus.

Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica

Oração

Pai, transforma-me em discípulo responsável que sabe aproveitar cada circunstância para fazer frutificar os dons que me concedes, colocando-os a serviço do meu próximo.